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Vancetti e Faustino ADVOCACIA
Guia prático · Previdenciário

Pensão por morte: o que a família precisa saber

Viúvos, viúvas, companheiros em união estável, inclusive sem papel, filhos e outros dependentes podem ter direito à pensão por morte do INSS. Veja quem pode pedir, por quanto tempo ela é paga e o que fazer se o pedido for negado.

Entenda o benefício

Quem pode ter direito


A pensão por morte é paga aos dependentes de quem faleceu e era segurado do INSS: estava contribuindo, recebia benefício, estava no período em que a proteção continua mesmo sem contribuir ou já tinha direito a se aposentar. Não há número mínimo de contribuições para a pensão existir, mas isso pode influenciar quanto tempo ela dura. Os dependentes são organizados em grupos:

  1. Cônjuge, companheiro ou companheira e filhos

    Marido, esposa, companheiro ou companheira em união estável, inclusive sem papel passado e inclusive em união entre pessoas do mesmo sexo, e filhos com menos de 21 anos ou com invalidez ou deficiência. Para esse grupo, a dependência econômica é presumida. O ex-cônjuge que recebia pensão alimentícia também pode ter direito.

  2. Pais

    Só têm direito se não houver ninguém do primeiro grupo e se comprovarem que dependiam economicamente de quem faleceu.

  3. Irmãos

    Irmãos com menos de 21 anos ou com invalidez ou deficiência, quando não houver dependentes dos grupos anteriores e houver prova da dependência econômica.

O enteado e o menor sob tutela são equiparados a filho, desde que haja declaração do segurado e prova de dependência econômica.

Situações comuns

Sinais de que vale procurar orientação


Cada família tem uma história. Estas são situações em que costuma valer a pena conversar com um advogado previdenciário:

União estável sem papel

Vocês viviam juntos, mas não eram casados no papel nem tinham escritura de união estável.

O que costuma ajudar: documentos com o mesmo endereço, conta conjunta, plano de saúde, filhos em comum, fotos e declarações.

O INSS negou por falta de prova da união

Para a união estável, a lei exige pelo menos um documento produzido nos 24 meses antes do falecimento. Só testemunhas não bastam.

O que costuma ajudar: reunir documentos de datas diferentes que mostrem a vida em comum.

A pensão foi concedida só por 4 meses ou por pouco tempo

A duração depende da idade de quem fica, do tempo de união e do número de contribuições de quem faleceu.

O que costuma ajudar: conferir as datas da união e o histórico de contribuições no CNIS.

Dúvida se quem faleceu ainda era segurado

A pessoa estava sem contribuir há algum tempo, trabalhava sem registro ou já tinha direito a se aposentar e não pediu.

O que costuma ajudar: carteira de trabalho, carnês e qualquer prova de trabalho perto da data do falecimento.

Como funciona

Passo a passo do pedido


O pedido é feito pelo Meu INSS (site ou aplicativo) ou pelo telefone 135. O prazo para pedir faz diferença no valor recebido desde o início:

Esquema · Caminho do pedido

Caminho do pedido de pensão por morte Quatro etapas: reunir certidão de óbito e documentos; fazer o pedido pelo Meu INSS ou telefone 135 de preferência em até 90 dias; análise do INSS sobre qualidade de segurado e dependência; e decisão, com possibilidade de recurso em 30 dias ou ação na Justiça. 1 ETAPA 1 Documentos Certidão de óbito e provas da união. 2 ETAPA 2 Pedido Meu INSS ou 135, se possível em 90 dias. 3 ETAPA 3 Análise Segurado? Dependente? Tempo de união? 4 ETAPA 4 Decisão Concessão, com prazo de duração, ou negativa. Se negar: recurso em até 30 dias ou novo pedido, ou ação na Justiça Caminho do pedido de pensão por morte Quatro etapas: reunir certidão de óbito e documentos; fazer o pedido pelo Meu INSS ou telefone 135 de preferência em até 90 dias; análise do INSS sobre qualidade de segurado e dependência; e decisão, com possibilidade de recurso em 30 dias ou ação na Justiça. 1 ETAPA 1 Documentos Certidão de óbito e provas da união. 2 ETAPA 2 Pedido Meu INSS ou 135, se possível em 90 dias. 3 ETAPA 3 Análise Segurado? Dependente? Tempo de união? 4 ETAPA 4 Decisão Concessão, com prazo de duração, ou negativa. Se negar: recurso em até 30 dias ou novo pedido, ou ação na Justiça
Resumo simplificado. Os prazos contam a partir da ciência da decisão do INSS.
  1. Até 90 diasPedido feito até 90 dias após o falecimento

    A pensão é paga desde a data do falecimento.

  2. Até 180 diasFilhos com menos de 16 anos

    Para eles, o prazo para receber desde o falecimento é de 180 dias.

  3. Depois dissoPedido feito fora desses prazos

    A pensão continua possível, mas passa a ser paga a partir da data do pedido.

Como o valor é calculado

Pela regra em vigor desde a Reforma da Previdência (novembro de 2019), a pensão corresponde a 50% do valor da aposentadoria que a pessoa recebia, ou que receberia se fosse aposentada por incapacidade, mais 10% por dependente, até chegar ao valor integral. Quando um dependente perde o direito, a parte dele não passa para os demais. Há regra diferente quando existe dependente com invalidez ou deficiência grave.

Quanto tempo dura

A duração da pensão para cônjuge ou companheiro


Para o cônjuge ou companheiro, a pensão dura apenas 4 meses se quem faleceu tinha menos de 18 contribuições ou se o casamento ou a união tinha menos de 2 anos. Essa limitação não se aplica quando o falecimento decorre de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho.

Cumpridos esses requisitos, a duração depende da idade de quem fica, na data do falecimento:

Faixas para falecimentos a partir de 1º de janeiro de 2021.
Idade de quem fica, na data do falecimentoDuração da pensão
Menos de 22 anos3 anos
De 22 a 27 anos6 anos
De 28 a 30 anos10 anos
De 31 a 41 anos15 anos
De 42 a 44 anos20 anos
45 anos ou maisVitalícia

Para os filhos, a pensão vai até os 21 anos, salvo invalidez ou deficiência. Se o cônjuge ou companheiro tiver invalidez ou deficiência, as regras de duração são outras.

Organize-se

Documentos para separar


Não é preciso ter tudo para buscar orientação. Mas, quanto mais completo o conjunto, mais clara fica a análise.

Documentos básicos

  • Certidão de óbito.
  • Documentos pessoais de quem faleceu e de quem pede a pensão.
  • Certidão de casamento ou de nascimento dos filhos, conforme o caso.
  • Carteira de trabalho, carnês e extrato do CNIS de quem faleceu.

Para provar a união estável

  • Comprovantes do mesmo endereço, como contas e correspondências.
  • Conta bancária conjunta, plano de saúde ou seguro com o outro como dependente.
  • Certidão de nascimento de filhos em comum.
  • Escritura ou decisão judicial de união estável, se houver, e declarações de imposto de renda.
Depois da decisão

O que fazer se o INSS negar

Os motivos mais comuns de negativa são a falta de prova da união estável ou da dependência econômica e a dúvida sobre a qualidade de segurado de quem faleceu. Entender o motivo exato é o primeiro passo.

1. Recurso ao INSS

O pedido é reavaliado pelo Conselho de Recursos da Previdência Social.

Prazo

  • 30 dias a partir da ciência da decisão.

Pode fazer sentido quando

  • há documentos novos ou que não foram considerados.

2. Novo pedido

Um novo requerimento, com a documentação completa.

Pode fazer sentido quando

  • o primeiro pedido foi feito com poucos documentos da união.

3. Ação na Justiça

O caso é levado à Justiça Federal, em geral ao Juizado Especial Federal.

A favor

  • no processo é possível ouvir testemunhas, junto com os documentos.

Atenção

  • é preciso ter feito antes o pedido ao INSS.

Pensão por morte e inventário são coisas diferentes

A pensão é um benefício do INSS para os dependentes e não entra no inventário. Já os bens deixados por quem faleceu, como casa, carro e dinheiro em banco, são divididos entre os herdeiros no inventário. Em algumas famílias, os dois assuntos precisam ser tratados ao mesmo tempo, e o reconhecimento da união estável pode ser importante para os dois.

Atendimento

Como o escritório trabalha

O atendimento é feito online, para pessoas de todo o Brasil, por WhatsApp e videochamada, e também presencialmente no escritório em Itapevi/SP. O escritório analisa os documentos da família e da união e orienta sobre o pedido, inclusive quando também há inventário a fazer.

  1. Contato1

    Você conta o caso

    Pelo formulário ou pelo WhatsApp, você explica quem faleceu, quando e qual era a sua relação com a pessoa.

  2. Leitura2

    Análise dos documentos

    O escritório confere a situação de quem faleceu no INSS e os documentos que provam a união ou a dependência.

  3. Orientação3

    Explicação dos caminhos

    Você recebe uma explicação clara sobre o pedido, o recurso ou a ação judicial, com o que cada um envolve.

  4. Acompanhamento4

    Acompanhamento do pedido

    Se você decidir seguir com o escritório, o caso é acompanhado em cada etapa.

Conte seu caso

Envie as informações sobre o seu caso

Algumas respostas rápidas ajudam o escritório a entender a situação da família antes do primeiro contato. Não envie documentos por aqui.

  • WhatsApp: (11) 96391-2239
  • Rua Antônio Cesar Monteiro, nº 58, Vila Nova Itapevi, Itapevi/SP
  • Atendimento online para todo o Brasil
  • Retorno do escritório em até 1 dia útil

Pensão por morte

Qual era a sua relação com a pessoa que faleceu?
Quando foi o falecimento?
Você já fez o pedido ao INSS?

Vancetti e Faustino Sociedade de Advogados · CNPJ 57.614.391/0001-51 · OAB/SP 56.640. Advogados responsáveis: Fernando Vancetti da Silva (OAB/SP 351.547) e Paulo Leandro Faustino (OAB/SP 487.177). O envio do formulário não cria, por si só, contratação de serviços.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes sobre pensão por morte

Quem vivia em união estável sem papel tem direito à pensão?

Pode ter. A lei protege o companheiro ou a companheira em união estável, mesmo sem escritura. O INSS exige pelo menos um documento produzido nos 24 meses anteriores ao falecimento que mostre a vida em comum; só testemunhas não são aceitas.

Por quanto tempo a pensão é paga ao viúvo ou à viúva?

Depende da idade de quem fica na data do falecimento, do tempo de casamento ou união e do número de contribuições de quem faleceu. Pode durar 4 meses, alguns anos ou ser vitalícia, a partir dos 45 anos de idade, pelas faixas em vigor.

Qual é o prazo para pedir a pensão por morte?

Não há prazo para perder o direito, mas o prazo influencia o início do pagamento. Pedida até 90 dias após o falecimento, ou até 180 dias para filhos com menos de 16 anos, a pensão é paga desde a data do óbito. Depois disso, é paga a partir do pedido.

Filho maior de 21 anos que faz faculdade tem direito?

Pela lei da Previdência, não. O filho tem direito até os 21 anos, salvo se tiver invalidez ou deficiência.

Quem faleceu precisava ter muitas contribuições?

A pensão não exige número mínimo de contribuições, mas exige que a pessoa fosse segurada do INSS. Para o cônjuge ou companheiro, menos de 18 contribuições limita a pensão a 4 meses, salvo se o falecimento decorreu de acidente ou de doença do trabalho.

Posso receber pensão por morte e aposentadoria ao mesmo tempo?

Em regra, sim, mas desde a Reforma da Previdência há uma redução: o benefício de maior valor é pago por inteiro e o outro é pago só em parte, por faixas. Cada caso precisa ser calculado.

A pensão entra no inventário?

Não. A pensão é um benefício pago pelo INSS aos dependentes. O inventário trata da divisão dos bens deixados por quem faleceu.

O escritório atende quem não mora em Itapevi?

Sim. O atendimento é online, para pessoas de todo o Brasil, por WhatsApp e videochamada. Quem preferir pode ser atendido presencialmente no escritório, em Itapevi/SP.

Conteúdo informativo, que não substitui a análise individual do caso. Atualizado em outubro de 2026.

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